A fotografia analógica é ainda a melhor e mais segura forma de se registrar imagens. E sem prejuízo de uma omissão aqui das qualidades e vantagens da foto digital, estamos aqui para dizer que ela, a foto analógica, está "sofrendo" da mesma difamação comercial inverídica que o áudio analógico sofreu na época do surgimento do CD. Isso porque temos uma mídia de indústria que não sabe fazer propaganda sem fazer o outro produto ou invento como degrau, literalmente, "pisando em cima", denegrindo-o nas suas propagandas. Uma mídia comercial que não raro inescrupulosamente e desonestamente não admite a coexistência de tecnologias. Uma cultura enganosa de substituição "lógica" e "obviamente vantajosa". A seguir, falaremos de uma e outra, e também das máquinas digitais (que não são câmeras [!], pois não possuem uma...) (L. Paracampo, engenheiro com 41 anos no ramo, fala que são câmaras escuras - claro, não recebem luz) e das câmeras analógicas, as que usam filme fotográfico e... revelam um mundo de cores e imagens!
Frase de profundo insight sobre o tema abordado aqui, sobre a Fotografia Analógica: "É a busca da própria identidade na fotografia, não é a perfeição". Vitória Frate, Fotógrafa.
O FILME COM SUA ESTRUTURA MOLECULAR E A IMAGEM DO MONITOR E A IMPRESSÃO, COM SUA ESTRUTURA MACROSCÓPICA
Primeiramente, a revelação é um processo muito mais perfeito do que uma impressão: Enquanto uma revelação é uma reação foto-química, que gera pontos de cor e sombra em nível microscópico, formado por outros "pontos" moleculares (moléculas mesmo), pois são os cristais de haleto de prata - no campo digital - a "foto" impressa é uma pintura, pois impressoras trabalham com tintas e não com moléculas. Tanto a imagem de um monitor, como a impressão, tem seus pontos facilmente visíveis, em nível macro (macroscópico), com já disse, visíveis a olho nu! Basta uma gota d'água cair na tela do monitor e você terá uma lente, vendo o ponto colorido; ou, no caso da impressão em papel, com o uso de uma simples lente de aumento ou com um olho bom e bem treinado você verá um "aquarelado", uma pintura, que afinal é o que as impressoras fazem: Pintar como se fossem pincéis, jogando pontinhos de tinta em cima do papel, que logo se fundem uns aos outros. E o que é que isso significa? Essa comparação? Qualidade. Ou seja, quanto menores os pontos que formam uma imagem correta, desde que eles estejam em foco, maior nitidez teremos. Enquanto se discute no balcão da loja se compraremos uma máquina de 5 megapixels (5.000.000 pontos), 7 megapixels (7.000.000 pontos) ou 10 megapixels (10.000.000 pontos) - o que de nada adianta, porque você vai mesmo é "morrer" na impressora que se limita a 4.800 pontos por polegada quadrada ou no máximo, 5.600, por exemplo, uma simples máquina fotográfica de filme, de R$40, produz uma resolução de imagem muito maior que isso, e dentro de um espaço de 10 x 15, e que pode variar, dependendo do filme, de 60 milhões de pontos por polegada quadrada (num filme de 100 ASA), a 100 milhões de pontos por polegada quadrada (64 ASA). Isso, é claro, numa comparação em sentido figurado, pois fotos de filmes não são iguais a imagens impressas ou imagens formadas por pixels, mas imagens em papel formadas por pontos que por sua vez são formados pelos seus respectivos cristais de haleto de prata, revelados foquimicamente, comparando apenas para efeitos didáticos para a compreensão do problema do efeito visual existente em uma e inexistente em outra, pois poderíamos usar, para ambas, para esclarecer melhor, a expressão abreviada "dpi", que significa dot per inch, que em inglês significa "ponto por polegada quadrada"(Em português, a sigla abreviada ppp). Mas que fique bem claro que o "ponto" da máquina de filme, melhor, da película de filme, é uma MOLÉCULA, enquanto que o "ponto" da foto digital em papel é um pingo de tinta, por menor que seja, é um pingo de tinta. E no caso das imagens em monitores, é uma "célula" que abriga um raio sensibilizante, célula esta facilmente visível a olho nú. Continuando a falar de resolução de películas fotoquímicamente excitáveis, ainda temos filmes de 25 ASA, com 140 milhões de pontos por polegada quadrada, o que seria equivalente a 140 megapixels e filmes de 8 ASA - que seria equivalente a 320 megapixels! Você ainda vai ficar com um papel aquarelado na mão, por mais que seja nítido e "bonito" que seja? Cadê a tridimensionalidade dele? Já percebeu que o que você tem em mãos é uma imagem bela, as vezes muito nítida, mas achatada e que peca pela falta de fidelidade de cores e falta de profundidade nas imagens?
MEGAPIXELS E GIGAPIXELS
Pois é, por aí já começam as diferenças: enquanto as máquinas digitais, que tem duas situações - O papel e o monitor, o primeiro na pobre escala dos mil (impressoras não ultrapassam 3.200/4.800/5.600 na hora da impressão, e isso ém máxima qualidade!), no 2º caso, os Monitores, a "foto" digital ainda está na escala das dezenas de milhões. As películas ou filmes de câmeras analógicas situam-se na escala das centenas de milhões - 60 milhões de pontos, 140 milhões de pontos e 320 milhões de pontos, o que equivaleria em termos digitais a 320 mega pixels. Ou seja, os 8 megapixels de uma excelente máquina digital é igual a 8 milhões de pontos. Apenas. Enquanto isso, o popular filme de 100 ASA é igual a 60 milhões de pontos, o equivalente em termos digitais a 60 megapixels! Sim, a maquininha de filme de 40 reais pode ter 60 megapixels, 100 megapixels ou 140 megapixels, dependendo do filme que você usa! É claro e já vou avisando que necessariamente isto não é nitidez (tanto um fotógrafo digital, quanto um analógico podem bater uma foto "fora de foco", tremendo na hora ou simplemente não fazendo direito o foco, se a máquina dispuser disso [estabilizadores de imagens são muletas... são para quem não tem mão firme], ou seja, vamos a algumas explicações: a nitidez de uma foto não está obrigatoriamente relacionada com a quantidade de pontos em cada polegada quadrada, mas sim com a sua relação entre si; ou seja, com a relação que esses pontos têm entre si na imagem. E essa relação é determinada pelo foco da lente: Se correto, teremos nitidez. Se incorreta a focalização, teremos pouca nitidez ou até nenhuma. Além da nitidez, temos também a qualidade da foto influenciada pela "claridade" (transparência da lente), conseguida pela combinação de várias delas (lentes) em um corpo só, o que é encontrado nas melhores, intercabiáveis ou fixas como as da NIKKOR. Mas ultrapassando essa questão da foto fora de foco, milhões de pontos farão diferença, especialmente na nitidez das ampliações e na "maciez" da textura fotográfica.
MONITORES DE COMPUTADOR
A nitidez que você visualiza no monitor é baixa: pode variar de 72 dpi a 96 dpi, nos monitores de tubo de imagem, e de, em média, 4.800 x 1.200 dpi (pode ser menos) nos monitores de cristal líquido. Os monitores de plasma são os piores: cada ponto não pode ser menor do que 0,5mm x 0,5mm. Só possuem um bom efeito se enxergados à distância. Isto sem falar na distorção lateral da imagem que é proposital para encher o vídeo todo. Mas falei de monitores para chamar atenção para o seguinte: O que você vê no seu monitor nem sempre pode ser impresso com a qualidade que você está vendo (!), pois, além da questão da quantidade de pontos mínima para determinados tamanhos de fotos (ampliações - nas lojas existem tabelas), monitores são telas iluminadas e a luz produzida pelas suas células de luminosas (pontos) produzem um reforço ótico que não existe no papel onde será impressa sua foto. Ou seja: você pode estar vendo uma bela imagem grande no seu monitor produzida pela sua máquina de 5 mgapixels, porém, uma imagem que não poderá ser impressa do mesmo tamanho em que ela aparece no seu monitor, com qualidade.
PROCESSADORES E A DISTORÇÃO DA COR
Outra questão que é escondida pela mídia comercial (e a forma deles esconderem é não chamar a atenção para o fato) é a qualidade do processador de imagem e a sua a durabilidade com integridade até o fim de sua vida útil. Os processadores, (não sem muita frequência) das máquinas digitais disponíveis no mercado, costumam distorcer as cores, não as reproduzindo com fidelidade em relação a cor original, portanto, prejudicando a qualidade. São comuns os relatos de fotógrafos, obrigados por força da profissão, a utilizar máquinas digitais do mesmo nível das analógicas (pelo menos no preço e na marca) de que, numa foto coletiva, como por exemplo, várias pessoas sentadas em um sofá de cor forte, como o vermelho por exemplo, verem a cor da foto ser alterada pela simples troca de pessoas com cor de pele diferente. Explicando melhor: O rosto de uma pessoa branca, levemente rosado, pode perder essa cor para o outro tom quando uma pessoa, por exemplo, de pele mais escura entra uma foto. Ou seja, a cor dos elementos da foto pode variar discretamente, diante da mesma luz e mesma condição fotográfica, com a simples permuta desses elementos na cena. E isso é perda de qualidade. Esta situação não ocorre em uma máquina de filme analógico. Leia revistas especializadas e v. verá vários testes entre máquinas digitais batendo a mesma foto, nas mesmíssimas condições de luz e tendo resultados diversos em relação às cores nas fotos. São problemas de processador, problemas inerentes à digitalização (quantização, etc.). Na imagem digitais em vídeo, DVD's, etc., a perda está em relação ao brilho: há perda de brilho nas imagens digitais não só pelo problema da quantização imperfeita (incapacidade de reproduzir fielmente valores elétricos em memórias digitais, pela limitação dos valores binários - 0 e 1), como pelo problema do espaço, pois o brilho ocupa espaço, muito espaço, fazendo com que rostos de pessoas pareçam "rostos de bonecos de cêra".
PERDA DE PROFUNDIDADE - ACHATAMENTO DA IMAGEM
Na foto digital existe uma perceptível perda de profundidade da foto, quando impressa. Um achatamento da imagem. Esse efeito em analógica, pode ser conseguido, mas se o fotógrafo quiser: basta usar uma teleobjetiva. Sem teleobjetiva, as fotos de filme tem uma profundidade normal, sem problemas. Não deixe de ler o site http://www.colorfotos.com.br/digital_ana.htm Um outro detalhe é que o grão diminuiu e ficou em forma de "T", na foto de filme. Uma evolução. Antes, eles eram cúbicos, mais ou menos. E maiores. Boa leitura (excepcional) é a do site http://macrofotografia.com.br/ e evidentemente, o site da Novacon - do engenheiro L. Paracampo - o http://www.novacom.com.br/
CÂMERA E MÁQUINA
Jamais digam que tem uma câmera digital. Elas não tem uma em seu interior! As máquinas fotográficas analógicas foram chamadas câmeras por terem seu interior tem uma câmera escura para que o filme seja sensibilizado pela luz. Máquinas digitais tem processadores em seu interior, não são ôcas! Elas não tem uma câmera escura dentro de si para sensibilizar nada. Sobre a etimologia (origem) da palavra câmera, veja, por exemplo, em http://pt.wikipedia.org/wiki/camera
IMPRESSORAS E PLOTTERS
De nada adianta a sua máquina ter 10 megapixels por polegada quadrada na imagem, se as impressoras não passam de 5 mil e poucos pontos por polegada quadrada. E isso sem falar nos plotters, cuja maioria não passa dos 2.400 ppp (ou dpi) por 1.200 ppp. Isso sem falar na qualidade da tinta e nos erros de precessadores (substrato) e na imperfeita quantização do sistema digital que acaba com o brilho das imagens gerando o aspecto boneco de cêra e foto achatada. Três, cinco ou dez megapixels "só vão te dizer" o seguinte: até onde você vai poder ampliar. O tamanho que você vai poder ampliar. Uma foto digital ampliada por um plotter pode ser até do tamanho de um edifício, mas cada polegada quadrada sua vai continuar contendo apenas 2.400 pontos, por exemplo. Ou seja, tamanho não é documento! Mesmo que haja plotters com mais ponto por polegada quadrada, esta imagem estará distante e muito, em termos de resolução, se comparada a um filme. Contudo, fazendo justiça ao mundo digital, aqui sim, se nota uma verdadeira revolução em favor do sistema digital versus analógico, que se dará nas impressoras (ou "plotters"): A tecnologia de ampliação de filme não conseguiu a viabilidade técnico-comercial que as ampliações dos sistemas digitais conseguiram. Ou seja, é inviável economicamente e tecnicamente ampliar-se uma foto até as dimensões da largura de um edifício, como vemos nos cartazes externos de propaganda, impressos por plotters.
DURABILIDADE DE UM FILME VERSUS DURABILIDADE DE UMA IMPRESSÃO. QUALIDADE DE UM FILME E QUALIDADE DE UMA IMPRESSÃO E DE SUAS TINTAS
A Kodak está há mais de um século no mercado. A Fuji também. Konica, Agfa... São mais de cem anos de pesquisa. Quanto dura uma impressão à tinta? Quanto dura um papel para impressão com qualidade fotográfica? Claro, estamos falando de fotos bem conservadas e de impressões a serem de igual modo também. Por enquanto, só há testes e pesquisas. Não existe foto digital de 50 anos. Então, espere pra ver se chegarão até lá, íntegras. Nota: A Kodak está voltando a investir no analógico!
O CUSTO DA IMPRESSÃO - EQUIPAMENTO - DURABILIDADE DE UM EQUIPAMENTO PARTICULAR
As impressões tem um custo muito alto. E por essa razão, as pessoas, desinformadas, estão conservando suas fotos (os ditos álbuns digitais) em frágeis HD's ou CD's. O primeiro tem o calcanhar de aquiles no circuito e nos "bad blocks" (setores defeituosos) (blocks - setores de bits): quando um circuito de um HD "queima", ele não presta mais. Não funciona e suas fotos restarão perdidas. Mas o HD pode não queimar (curtocircuitar), pode apenas corromper dados nos setores de bits. Só que esses dados corrompidos fazem com que determinada foto da coleção não abra ou seja gerada uma interpolação, que a fará aparecer no vídeo como uma "foto suja". O segundo, o CD, de fragilidade já reconhecida, também o levará a perder o tão precioso álbum (Nem que seja usado um CD de ouro legítimo, pelo fato da construção de um CD ser complexa, este poderá ser atacado por fungo ou ter problemas no policarbonato). E isso sem falar na dependência de um computador ou de uma televisão com DVD para você ver. E aí? O que você faz? Paga 99 centavos por foto 9 x 15 cm impressa, se mais de 40; ou R$1,20, se seu lote de fotos for menor que 20 fotos? Claro, se você tiver dinheiro, sem dúvida. Não custa lembrar que se a ampliação for para o tamanho seguinte, 15 x 20 cm, nada tão especial, você pagará a "módica" quantia de R$5,00 por foto! (Os preços são reais). Enquanto isso, a foto "de filme" (analógica), neste mesmo lugar estará a R$0,70 a 9 x 15 cm, e apenas a R$1,60, a 15 por 20 cm.
A FOTO COMO PROVA MATERIAL OU PROVA CONCRETA OU APENAS COMO PROVA TESTEMUNHAL - O PHOTOSHOP E OUTROS EDITORES DE IMAGEM
A credibilidade da fotografia está abalada no mundo inteiro. Hoje você não sabe se confia numa imagem ou não. Tudo é 'duvidável' hoje numa foto. Na época das máquinas de filme, quando você abria uma revista, via uma foto de um rosto, um corpo ou um acontecimento, você tinha certeza do que estava vendo. No caso do rosto, no máximo uma maquiagem, uma luz bem posicionada, era o que poderia melhorar. Lentes enevoadas eram percebidas e nesse caso se sabia que se tratava de efeito. Acontecimentos fotografados, inclusive discos voadores, tinham credibilidade imediata (estes últimos, mais do que hoje), pois não se tinha como se acrescentar nada numa foto que ela não tivesse no momento da fotografia. Negativos são indeléveis, sabe-se. Mas o que falar hoje das fotos digitais? No caso do corpo feminino, esse é "mais grave": sumiram magicamente as celulites, as "pochetes", as marcas, manchas, mudança na cor da pele, coisa e tal... Ou seja, pintura eletrônica! (se se pode manipular, não é foto, ora, é pintura!) Bom, mas e as fotos digitais destinadas a informar que veridicamente? É a fotoshopada... Não, não é uma reunião p'ra tomar chopp, até porque chope é com "c". As mulheres ganharam (será?), a imprensa, não. Sabe-se, é de conhecimento público, que um programa de computador pode "construir" ou modificar uma foto digital com evidente perfeição (o mesmo nos filmes de cinema e e TV!). Será que o fato da praticidade de uma foto ser enviada instantaneamente para um outro ponto do planeta justificou a perda da devida credibilidade inquestionável, a veracidade que devia ter este instrumento de informação social? Pelo menos, no mundo jurídico, as coisas permanecem nos seus devidos lugares, e as fotos digitais têm um lugar especial: somente são aceitas como prova testemunhal, podendo ser impugnadas facilmente, estando a partir daí a depender de perícia técnica. Enquanto isso, as fotos analógicas ou de filme são consideradas prova material (o que equivale a prova concreta), que, embora também possam ser impugnadas e submetidas à perícia de seu papel e negativos, não são alvo desse expediente por parte dos advogados, porque, tanto juiz, quanto advogados, sabem que é praticamente impossível falsificar um negativo ou uma foto de maneira eficiente, de modo a passar despercebida a um simples passar de olhos leigos. O software (programa de computador) de edição de imagens tem suas vantagens, evidentemente, quando o assunto é arte final, propaganda, filmes, etc., mas sem dúvida abalou a credibilidade da informação por imagens. O que você vê, agora, neste século, nem sempre é.
O FOTÓGRAFO E O EDITOR DE IMAGENS: A ARTE FOTOGRÁFICA E A ARTE GRÁFICA
O fotógrafo, como ele é concebido, com habilidades que só com a experiência são conseguidas, também está sendo confundido com o captador de imagens. Como já salientei, na fotografia analógica, o fotógrafo não é um simples enquadrador de imagens: ele procura a melhor luz, porque sabe que o seu fotômetro interno não fará milagres, procura "retirar" da frente da lente objetos ou detalhes indesejáveis, o nivelamento da imagem e sempre está sensível ao melhor sorriso, à melhor face, quando se trata da foto de uma pessoa. Com o advento da máquina digital, principalmente aos que não aprenderam na analógica, isto está gradativamente mudando, pois os novos fotógrafos não se preocupam mais em capturar o melhor momento, segundo eles, p'ra que? Se a foto não ficou boa, deleta-se! Então bate-se várias fotos com a mesma pose sem tanta preocupação com a "cara da foto" e photoshopa-se no final. Até porque a maioria dos novos fotógrafos dispensa o visor ótico (que infinitamente tem maior riqueza de detalhes, já que é uma imagem ao vivo e que tem uma visão direta da imagem, sem intermediários, como o processador, e, passa a preferir a imagem deste, na minúscula telinha colorida, incapaz de mostrar as emoções como a ótica mostra. Trata-se de dispensar uma ferramenta indispensável para a boa fotografia, enfim. Mas o pior não é isso: é a falsificação da foto... a foto, antes da digitalização, era um "congelamento do tempo", pois tudo que estava revelado no papel fotográfico era real... hoje, o programa de edição de imagem, o photoshop (o mais usado) "retira" ou "limpa" tudo aquilo que você (cliente ou mesmo "fotógrafo"), não quer ver na foto! Pois é, é um falso testemunho do momento - isso sim, em nome da vaidade e do "perfecionismo" que o ser humano e seu mundo não tem e nunca terão. A foto não está mais revelando a vida como ela é, mas imprimindo a vida que o ser humano gostaria de ter e aquilo que ele gostaria de ser... E p'ra concluir, há ainda que se fazer mais justiça: fotógrafo é quem captura emoções, momentos numa foto, usando sua inteligência para uma foto correta (luz, foco, ângulo, enquadramento, nivelamento etc.). E editor de imagens é aquele que apenas se dá ao trabalho de enquadrar uma imagem, porque na sua desktop o photoshop fará o resto, que ele não teve talento e sensibilidade para fazer. Poderíamos até dizer, sem medo de errar, numa divertida mas séria linguagem figurada, que o fotógrafo agora é o computador e o homem, seu auxiliar.
Há que diferenciarmos o fotógrafo de máquina analógica, que é quem faz a arte fotográfica, e aquele que capta imgens em uma máquina digital e eventualmente faz arte gráfica, com uso de software. O primeiro só tem entre o filme e a luz, o seu talento. O segundo, tem entre a luz e o seu processador, um software. Mesmo que haja talento no uso do software, sabemos que ele faz quase tudo sozinho, é indutivo, instrutivo, hiper-didático. E trabalha os números que compõe a luz dos pixels. Nada que se compare como trabalhar a luz in natura, real, mutante (basta passar uma nuvem e o fotômetro se inclina, muda). O fotógrafo que faz arte fotográfica procura uma intimidade com a luz real, e não com um software. Isso é fotografia. O resto é arte gráfica. A fotografia em si é única e não mudará seu conceito, mesmo que levada a desaparecer pela indústria que não leva em conta valores mais nobres, que o puro e simples lucro. Não me desfaço da arte gráfica - ela é muito útil na propaganda - mas não é fotografia, não é arte fotográfica, é arte gráfica. O seria se não sofresse alterações pós-evento. Compararíamos com a manipulação de luz na câmara escura. Mas a arte fotográfica da qual eu falo aqui não são as "brincadeiras de estúdio fotográfico analógico", tal qual as maquiagens e peripécias feitas em editores de imagens digitais, como a exemplo, o conhecidíssimo Photoshop. A arte fotográfica não é só a composição de elementos da foto, é o trabalho incessante e gratificador de lidar com as sutilezas e surpresas da luz. Isso: Entre a Luz e o Filme, ele, o fotógrafo. E a sua foto.
"COLECIONANDO ELETRICIDADE"
Realmente: As pessoas estão colecionando eletricidade em forma de banco de dados e dizendo que tem fotos... Foto é coisa física, que se vê com a luz natural. E a possibilidade de perda das "fotos" (arquivos digitais de imagens) é muito grande com a possibilidade de pane de um HD (queima dos circuitos elétricos de rotação) ou com a corrupção de dados de um CD-R.
DEPENDÊNCIA ETERNA DA ELETRICIDADE
Em lugares onde não se vende eletricidade (pilhas, baterias) (lugares remotos, distantes da civilização ou de baixa civilização, como a África do Sul) certamente será difícil levar adiante projetos de pesquisa de longa duração, sendo o mais adequado uma máquina de filme, e das manuais, com avanço de filme por alavanca, como a Nikon FM2, a Pratica Alemã, a Mamya e outros modelos totalmente manuais, completamente independentes. É como o professor L. Paracampo diz: não existe tecnologia atrasada, existe tecnologia inadequada. E eu acrescentaria: não existe tecnologia antiga - existe tecnologia anterior. Toda tecnologia é útil desde que se a adeque perfeitamente ao seu uso. E nenhuma tecnologia substitui 100% as utilidades de sua antecessora. Veja os exemplos da história: Como você faz fogo? Percebeu? Você, cidadão do século 21, depende eternamente de uma caixa de fósforos ou de um isqueiro, ou ainda da eletricidade de um acendedor elétrico ou mecânico (aquele que estala). Há centenas de anos o homem abandonou a tecnologia de se acender fogo com atrito... Ficou dependente da indústria. Como você faria fogo para assar uma carne de animal se você estivesse na selva amazônica? Já sei: Comeria carne crua. Pois é, ali, na amazônia, a tecnologia adequada é a do atrito com pauzinhos, como fazem os índios. Então, realmente o que existe é tecnologia adequada ou inadequada para cada caso. No caso da Amazônia, sobreviverá quem dominar aquela tecnologia.
LIMITAÇÕES DAS MÁQUINAS FOTOGRÁFICAS DIGITAIS
Segundo o Engenheiro L. Paracampo, (Novacon Vertex), há sérias limitações na tecnologia das máquinas digitais: é seu o seguinte texto, tirado de seu site http://novacon.com.br/sitemap.htm : "Conforme vimos no texto, apesar das qualidades alardeadas, existem limitações no sistema digital. Estas limitações inclusive estão presentes nas câmaras profissionais e se assemelham às existentes nas câmaras point and shoot para amadores, que mesmo assim, possuem um espectro mais amplo na fotografia em geral. No sistema digital, estas limitações estão no âmago da sua concepção, restringindo seriamente a fotografia técnica e cientifica. Sem enunciarmos as sucessivas alterações de processos de formação da imagem nos últimos 20 anos (softs e hards).
LIMITAÇÕES DA FOTOGRAFIA DIGITAL
Atualmente temos limites que não permitem sua aplicação em vários usos. Citamos aqui 25 casos mais comuns:
1) Fotografia noturna (em B ou "bulb").
2) Fotografia em baixas luzes.
3) Fotografia astronômica.
4) Fotografia de registro atômico (Insensibilidade a radiação).
5) Fotografia de micro detalhes (Pelo ruído inerente ao principio digital).
6) Fotografia em tempo real (Há uma demora variável entre a ativação e o disparo - captura da imagem).
7) Fotografia rápida e ultra rápida. (Paralisação de movimentos).
8) Fotografia seqüencial e burst. (Esportiva e de movimentos)
9) Fotografia estroboscópica (Com flash seqüencial).
10) Fotografia estereoscópica (Com câmaras sincronizadas).
11) Fotografia em grande angular (Devido a vinhetação)
12) Fotografia panorâmica por varredura.
13) Fotografia P/B (Com riqueza de tons - a foto de filme tem 11 níveis de preto contra 8 da imagem digital).
14) Fotografia em cores com meios tons.
15) Fotografia em pôster. (Com alta definição).
16) Fotografia pontual. (Dot photo).
17) Fotografia pericial e jurídica (A foto de filme é prova concreta ou material).
18) Fotografia de reconhecimento. (Para uso militar)
19) Fotografia de mapeamento geodésico (Aerofotografia)
20) Fotografia de modas (Pela dificuldade em reproduzir padrões finos)
21) Falta de lógica evidente para quem esta acostumado a fotografia convencional.
22) Eterna dependência de baterias ou pilhas: Fotos em lugares onde não se vende eletricidade.
23) Falhas causadas por “tilts e jammings” (Emperramento eletrônico eventual).
24) Durabilidade limitada do equipamento.
25) Incerteza na permanência dos cards, soft, e hards necessários para prepetuação do registro".
(Elenco de limitações e problemas retirados do site da Novacon Vertex, sediado na internet em http://www.novacon.com.br/digicam.htm).
O autor deste blog acrescenta ainda os seguintes problemas e limitações:
26) Impossibilidade da foto artística de dupla exposição (ou tripla, ou quadrúpla) ou sobre exposição, o que não se confunde com fotomontagem em software.
27) Fotos na direção do sol. (Pôr do sol alto). (Possibilidade de queima do CCD ou CMOS da máquina digital).
PIXELS TOTAIS OU POR POLEGADA QUADRADA
Essa diferença em nada melhorará a baixa qualidade da fotografia digital e suas limitações. É óbvio que os pixels são totais, mas eles serão definidos por polegada quadrada em qualquer monitor, esse é o ponto. A situação pioraria se assim não fosse, pois se os pixels são totais, menos pixels teremos por polegada quadrada, obvio. Pixels totais e por polegada quadrada terão sempre a mesma relação matemática quando o objetivo for sempre o de definir-se quantos pixels temos por polegada no monitor. E a situação só melhorará com a diminuição gradativa desses pixels, individualmente Porém, foto é papel e não monitor. Desta forma, voltamos à velha questão, ou seja, voltamos à velha questão da limitação dos plotters e impressoras. (Os cientistas estão criando um papel termo-sensível à base de cristais... Ótimo!) Porém reafirmo que o objetivo deva ser sempre o de acrescentar-se, somar-se tecnologias, e não excluir-se tecnologias uma em detrimento de outra! Gastamos 180 anos para desenvolver o filme e o papel fotográfico e agora vamos jogar tudo isso fora por lucros inescrupulosos? Qual é o fim da ciência? A indústria ou o cidadão? Somemos, e não diminuamos!). "Não temos que servir a indústria, a indústria é que tem que nos servir." Nota: Infelizmente a indústria "vale-se" da ignorância do consumidor, sempre, embora haja indústrias honestas. A que refiro-me aqui é a que envolve a Fotografia.
"CABEÇA" DE IMPRESSORA
A tecnologia que se atingiu hoje para uma cabeça de impressão é a mesma tanto para uma impressora doméstica que imprime em 5.600 interpolados quanto para a de um plotter gigante que imprime em 4.800 ou 5.600. Agora você pode ter plotters de qualidade inferior, ou configurações pobres, modo econômico de impressão. Aí você pode, para economizar tinta, diminuir a resolução, o que será sempre um problema do profissional de imagens digitais e da gráfica que ele escolheu ou do orçamento de seu cliente. Porém, o que aqui está se falando é de Fotografia, e não de cartazes, os vulgo, denominados pelo anglicismo "outdoors". Isso é de interesse de publicitários, não de Foto-Amadores. A foto é um dos instrumentos da arte e escrevo aqui para os amantes da fotografia, da fotografia indelével como cópia do tempo, do momento, a que paralisa o tempo. Não apenas uma reprodução e maquiagem de imagem. Os usuários de máquinas digitais estarão sempre limitados à impressora (4.800 ppp, na melhor, 3.200 ppp, nas genéricas e à duvidosa qualidade de suas tintas... (Há muita tinta de origem de países que não fabricam com qualidade, para não citar os nomes desses países, embora sejam amplamente conhecidos). É isso que quis dizer.
A FOTOGRAFIA MOLECULAR – UMA REAÇÃO QUÍMICA MOLECULAR
A impressora que pinta a foto não conduz à uma reação química molecular - Como a reação dos 60 milhões de haletos (Aqui citados como pontos), de um filme ASA 100, nem à reação dos 100 milhões de pontos do ASA 64, aos 140 milhões de pontos do ASA 32, aos 200 milhões de pontos do ASA 25 e aos 320 milhões de pontos do ASA 8! (Esta última para quem bate foto de modêlos, com negativos gigantes, 4 X4. Isso é foto de verdade, sem "cara de boneca". Mais: foi dito "Terá 8,2 "milhoes de pixels no arquivo", a definição ou qualidade de impressão será definida de acordo com o tamanho. E quanto menor o tamanho, mais concentrados serão os pontos". Jamais! Totalmente errada a afirmação! pixels, num substrato de um sensor, seja ele de qualquer dos dois tipos (Como já falei - CCD ou CMOS - Os mesmos que não conseguem bater foto contra o sol porque queimam), nada tem a ver com os pontos pintados no papel pela impressora! A impressora está limitadíssima à sua cabeça de impressão. Mesmo que seja à laser. Nunca devemos esquecer: impressoras são pincéis automáticos, ou sprays tecnológicos, nada mais que isso! Eles pintam tua foto e v. está limitado a isso! É uma inversão de cultura científica achar que uma mágica chamada "revelação" seja pior do que uma impressão! Mágica é uma reação de moléculas (Haletos de prata), "pontos" de tamanho molecular. Achar isso seja inferior a uma pintura, como as impressões de máquinas digitais é realmente desconhecer o todo.
"MEGAPIXELS" PARA GRANDE FORMATOS - CARTAZES DE RUA
“Megapixels” só servem para permitir grandes formatos de imagens, fotões, ampliações, mas sempre com limitação na cabeça das pintoras ou impressoras - repito - 3.200 nas genéricas aí de qualquer loja e 4.800 nas melhores, isso sem "vigiar" se a tinta é boa. E isso sem falar nos erros de COR dos processadores que v. não veio aqui contar e que as revistas especializadas contam. Os mesmos que deformam as cores quando se inserem elementos de cores diferentes na mesma foto no mesmo momento e com a mesma luz diurna ou artificial. Foto digital é "p'ra inglês ver", ou melhor, eu não chamo e nunca chamarei alguém que carrega uma digital nos ombros de "Fotógrafo", porque ele não sabe trabalhar com luz e nem se importa com isso!. Nem depende de entender dela, pois tem o "Photoshop" e outros para completar seu talento. Eu chamo estes senhores de "Editores de Imagens ", jamais de Fotógrafos. E já está bom demais. Fotógrafo é quem domina a luz na película, este sim, é fotógrafo; é artista, tem talento excepcional, usa o cérebro e não um software.
PIXEL VERSUS ASA E FORMATO DO FILME
Um filme ASA 100 tem 60 milhões de "pontos" (Haletos de prata) por polegada quadrada que se comparados ao digital, seriam 60 milhões de "pixels"; Usei-me de uma comparação lógica entre haletos e pixels, os primeiros, os quais denominei "pontos", o fiz para efeito didático! Filme não traz pixels! Óbvio. Mas digamos que você não tivesse feito tal confusão: A resposta seria sim, qualquer filme de velocidade (Leia-se sensibilidade dos grãos de haleto de prata) 100, não importa o formato, se 35 milímetros ou o conhecido filme 120, usado nas Twin Lens Reflex como a Rolleiflex ou a Pentax 6X7, todos terão o grão deste tamanho, a ponto de caberem 60 milhões deles em uma polegada quadrada do papel fotográfico revelado, não importando o tamanho da ampliação. Quanto ao filme de médio formato, já está respondido nessa abordagem; citei o 120. E por último, Pixel é um ponto sensível numa tela fluorescente de um monitor catódico ou um chaveamento (também considerado ponto para efeitos práticos) num monitor LCD. Ou local com gás de plasma medindo atualmente 0,5 mm nos monitores de plasma. (Antes mediam 1 mm quadrado). ASA ou DIN, refere-se a "velocidade", palavra leiga para definir "sensibilidade" do grão, do haleto de prata no filme. Quanto maior o haleto, maior a sensibilidade do filme (ASA 400, 800, etc.) porém menor a definição, embora o tamanho dos haletos de prata e seu formato tenham mudado e a relação sensibilidade versus tamanho também, pois, a título de exemplo, os filmes de 400 ASA tiveram o grão reduzido e mantiveram a sensibilidade evitando a "dureza" de fotos tiradas com luz insuficiente ou ampliações excessivas, onde facilmente se via o grão. E como já respondi anteriormente, não importa o tamanho da película: Quando afirma-se que sua sensibilidade é "tal", é porque neste filme ou película estão contidos grãos ou haletos de determinado tamanho, com o objetivo de ter-se maior definição ou maior sensibilidade. Mais definição, tipo 60 ASA, mais necessidade de exposição; mais sensibilidade, tipo 400 ASA, menos necessidade de exposição porém menor definição. A relação sensibilidade versus definição ou tamanho do grão sempre será inversa. É como diz o Engenheiro L. Paracampo: "A câmara digital, portanto, somente faz fotografias em instantâneo e a luz nela não exerce o famoso efeito cumulativo, sendo descartada as possibilidades de fotografias noturnas e astronômicas . Este processo de preparação da “chapa” (substrato) para tomada de cena, através do um sistema de carga anteriormente descrito, também demora uma fração de segundo (foto analógica é instantânea!), mas esta não ultrapassa o 1/50 de segundo, tornando inviável a fotografia em grande velocidade, e usando-se flash, alguns ainda reclamam a borrosidade das fotos (pela luz ambiente em primeiro plano) e o excesso de enegrecimento do fundo".
CONCLUSÃO
O que se pretende com este sítio de informações não é fazer propaganda negativa da tecnologia digital para fotos. Mas é colocar cada tecnologia no seu devido lugar, prestando informações, dentro do possível, mais aproximadas da realidade científica. A foto digital e a máquina digital - não se discute: trouxeram enormes vantagens para a rotina e para a vida do ser humano. Noticiar fatos com uma velocidade incrível, permitir ao ser humano que compartilhe quase que instantaneamente seus momentos através de fotos com seus entes queridos são apenas poucos exemplos que podemos dar dessa tecnologia. Mas não podemos permitir a "lavagem cerebral" que a indústria pretende quando o negócio é dinheiro, lucro. Sabe-se que quanto mais a indústria convence alguém a aposentar sua SLR ou simples máquina tipo "caixotinho", são milionárias cifras que irão parar dentro de suas contas correntes. Não lhes interessa a cultura da coexistência, e sim a da substitução. Invenções novas nem sempre são avanços no assunto, pois o que é essencial quase sempre não faz parte da propaganda. E não poderia deixar de ser uma grande verdade o que disse a Fotógrafa Vitória Frate: "A gente tem que resgatar certas coisas senão a gente fica vivendo a vida dos outros". Concordo e parabéns pelo genial pensamento.
Joaquim Martins Cutrim. E-mail: joaquim777@gmail.com


